Afora o ranchinho beira-chão eu nasci mesmo naquela serra, a serra famosa citada na canção não menos famosa do Angelino. Acho que no meu trabalho dá para perceber as influências da minha cidade natal e do clima interiorano onde fui criado. Essa história de clarão de lua, de tocar viola, de ouvir passarinho cantando e de sentir o gosto da chuva é um pouquinho da minha história. Têm mais coisas que fizeram a minha cabeça, se tiver curiosidade, vai chegando… 

Vivo na lida da música desde 1981, quando comecei cantando músicas caipiras em parceria com José Lira. Em 1986 assumi carreira solo apresentando-me em casas noturnas e projetos alternativos. De 89 a 91 rodei São Paulo, Minas e Paraná levando minhas canções aos festivais de MPB que fervilhavam pelo Brasil afora. Acredito que esse período me trouxe novas experiência, laços de amizades e alguns prêmios. Gravei um cd independente, Osni Ribeiro (94) e depois pelo selo Tempo Livre o álbum Bebericando (96). Pelo Tempo Livre participei também de algumas coletâneas. Tive também canções gravadas em diversos cds de festivais, outras coletâneas e por outros intérpretes. Desde 1997 desenvolvo um trabalho de pesquisa e composição baseado na música do interior de São Paulo com influência rítmica e temática da música caipira. Além do ineditismo de meu repertório autoral, procuro preservar e manter a tradição musical dos bons ares de Botucatu, buscando ainda traduzir em letra, música e rítmica a essência da música paulista – fruto da miscigenação do som mágico das violas portuguesas com o bater dos pés e mãos de nosso índios, influenciada depois por outras etnias que por aqui se instalaram. Em 2018 integrei a coletânea Viola Paulista lançada pelo SESC e apresento o meu novo álbum: Arredores.